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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Especial Startup´s - Parte 03 - Incubadoras, Aceleradoras e Equity´s

Boa noite amigos...

Antes de dar meu parecer sobre "Startup´s" postarei está importante parte que envolve o $$ , aporte, ou qualquer outro nome que queiram dar para o dinheiro que entrar na empresa.

Vou começar respondendo uma pergunta em que muitos têm dúvidas, segue a matéria do conceituado site Exame.com:

Qual a diferença entre aceleradoras e incubadoras?

(Respondido por Yuri Gitahy, especialista em startup)

Estamos acostumados a ouvir sobre incubadoras de empresas, mas a partir desse ano você ouvirá falar bem mais sobre aceleradoras. Isso acontece porque acredita-se hoje que podem existir soluções diferentes além da incubação para apoiar empresas nascentes, justamente porque empresas com estágios e objetivos diferentes precisam de apoio de formas diferentes.

Veja algumas características e diferenças de cada modelo:

1. Normalmente, incubadoras buscam apoiar pequenas empresas de acordo com alguma diretiva governamental ou regional. Por exemplo, incentivar projetos de biotecnologia devido à proximidade de algum centro de pesquisa nessa área, ou fomentar a indústria de telecomunicações em uma região que precisa de expansão nesse setor.

2. Aceleradoras, por sua vez, são focadas não em uma necessidade prévia, mas sim em empresas que tenham o potencial para crescerem muito rápido. Justamente por isso, aceleradoras buscam startups escaláveis (e não somente uma pequena empresa promissora).

3. Incubadoras pedirão seu plano de negócio, e aceleradoras estudarão seu modelo de negócio - a verba pública que normalmente apoia as incubadoras pede maior formalidade e transparência na avaliação de projetos, além de terem mais critérios ao avaliarem um plano completo. Aceleradoras apostam somente em uma boa ideia.

4. Aceleradoras são lideradas por empreendedores ou investidores experientes, enquanto incubadoras têm gestores com experiência em mediar o poder público, as universidades e empresas. Isso é devido às aceleradoras usarem capital privado para seu próprio financiamento, e incubadoras aproveitarem a disponibilidade de verbas públicas em editais tanto para si próprias como também para os incubados.

5. Enquanto aceleradoras são fortemente apoiadas em sessões de mentoring - seja em palestras ou conversas pessoais entre empreendedor e mentor - as incubadoras são fortemente baseadas no modelo tradicional de consultores, que são contratados para apoiar incubados com um preço descontado (pois irão atender um volume maior de empresas).

Qual o modelo certo para você? Se sua startup está em busca de uma inovação radical ou de um modelo de negócios escalável e repetível, procure uma aceleradora. Se o seu modelo de negócios é baseado na economia tradicional, procure uma incubadora. Além das incubadoras serem mais numerosas, as aceleradoras que entrarão em operação em 2011 no Brasil ainda têm um bom caminho a percorrer para provarem sua eficiência.

Bom amigos... Está é a parte fácil da coisa... agora se sua Startup ou até empresa estiver interessada em um investimento de maior proporção o jeito é procurar as poderosas Private Equity´s.

O que é uma private equity?

A atuação dos investidores financeiros como financiadores de empresas vem crescendo no Brasil. Os private equity, que são um tipo de fundo que compra participações em empresas, são um exemplo. Este ano, eles participaram em 41% das fusões e aquisições que acontecem no País até agosto. Além deles, duas outras modalidades de investidores ajudam empresários a ganhar força, o capital semente (ou “seed capital”) e o “venture capital”.

Nas três modalidades, além do aporte financeiro, os investidores ajudam os empreendedores na profissionalização da gestão do negócio. A principal diferença entre elas é o momento em que o aporte é feito na empresa. Veja as características de cada uma:

Capital semente: é o investimento feito na fase inicial do novo negócio. Muitas vezes, são ainda ideias ou projetos no papel, e os recursos ajudam o empresário a dar os primeiros passos. Na outra ponta, estão pessoas ou instituições que buscam altos retornos e estão dispostas a correr altos riscos. De preferência, buscam empresas inovadoras e de base tecnológica.

O fundo HorizonTI, da Confrapar, uma das principais administradoras brasileiras de capital semente, é um exemplo. Segundo Rodrigo Esteves, diretor financeiro da empresa, o primeiro trabalho dos gestores do fundo é selecionar os projetos que vão receber os aportes. Essa é a fase de prospecção de ideias e análise. São avaliados, por exemplo, as oportunidades do mercado, os produtos e serviços propostos, a equipe envolvida, a estratégia de atuação e o modelo de negócios.

De cada mil projetos analisados, cerca de dez são selecionados para a segunda etapa, que será a apresentação da empresa ao comitê de investimento do fundo. Após análises, o grupo aprovará ou não o investimento. Em seguida, durante dois a três meses, os empreendedores se reúnem com os membros dos fundos para negociar a participação dos novos sócios. Nesse momento, são definidos o valor da empresa, a participação do fundo, o funcionamento do negócio, entre outros aspectos.

Por fim, é iniciada a fase de investimento. É realizada uma auditoria interna ("due dilligence"), em que os aspectos contábeis e jurídicos são avaliados. É neste momento que a empresa é criada ou convertida em sociedade anônima (S.A.) e são feitos os primeiros aportes de recursos no projeto.

No Brasil, os principais agentes de capital semente são a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que possui participação em fundos como o HorizonTI, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - que também participa de fundos, como é o caso do Criatec, que já investiu em 19 empresas.

Venture capital: investe em empresas já estabelecidas, mas de pequeno e médio portes, com potencial de crescimento. Os recursos financiam as primeiras expansões e levam o negócio a novos patamares no mercado. Assim como no capital semente, o foco são empresas inovadoras, em setores como os de biotecnologia e tecnologia. A seleção também passa pelas etapas de avaliação, apresentação ao comitê de investidores e negociação.

Private equity: as empresas que recebem os aportes já estão consolidadas e possuem faturamento na casa das dezenas ou centenas de milhões de reais. O objetivo dos recursos é de dar um impulso financeiro à companhia para que ela se prepare para abrir capital na bolsa de valores, por exemplo.

Empresas de capital aberto também podem receber os recursos dos private equity. Neste caso, o capital é destinado a alterações financeiras, operacionais ou estratégicas, visando a um novo posicionamento no mercado aberto.

Saída

Como o principal objetivo dos fundos de capital semente, venture capital e private equity é obter lucro ao vender suas participações na empresa, o momento de saída é um dos mais importantes para esses investidores, segundo Rodrigo Esteves, da Confrapar.

Também chamado de desinvestimento, a saída acontece quando o fundo vende suas participações. Se a empresa cresceu bastante e o valor de suas ações subiu, os investidores obtêm grande lucro. Mas nem sempre isso acontece. No caso do capital semente, de cada dez projetos investidos, a estimativa de Esteves é que dois deem muito certo e tragam grandes resultados, cinco consigam se manter e três fracassem.
No caso dos que têm sucesso, uma das opções dos fundos é passar suas participações para outros fundos de capital de risco. Neste caso, os compradores vão investir mais recursos na empresa para sustentar suas próximas fases de crescimento.

Outra saída é a venda para investidores estratégicos, como outras empresas interessadas em adquirir o empreendimento ou linhas de serviços da companhia. Por fim, existe a possibilidade de saída com uma oferta pública inicial de ações (IPO) na bolsa de valores.



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