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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Especial Petrobrás - Parte 04

Bom amigos

Hoje colocaremos aqui o Petróleo e o Gás Natural que a Petrobrás produz.



PETRÓLEO

Um pouco da sua origem

Nos países árabes, onde hoje se concentra a maior produção de petróleo do mundo, esse mineral foi usado na construção das pirâmides, na conservação das múmias e como combustível nos dardos incendiários nas grandes batalhas. Também os antigos habitantes da América do Sul, como os Incas, utilizavam o produto na pavimentação das estradas do seu grandioso império. Outros usos do petróleo foram: calafetar embarcações, impermeabilização, pintura e cerâmica.

Sua primeira aplicação em larga escala foi na iluminação das casas e das cidades, substituindo o óleo de baleia. Com o tempo, passou também a ser empregado nas indústrias, no lugar do carvão. Contudo, um acontecimento notável fez do petróleo o combustível que move o mundo: a invenção dos motores a gasolina, que passaram a movimentar os veículos, até então puxados por tração animal ou movidos a vapor.

EXPLORAÇÃO

O ponto de partida na busca do petróleo é a exploração que realiza os estudos preliminares para a localização de uma jazida. Para identificar o petróleo nos poros das rochas e decidir a melhor forma de extraí-lo das grandes profundidades na terra e no mar, o homem utiliza os conhecimentos de duas ciências: a Geologia e a Geofísica.

Após o conhecimento adquirido por essas duas ciências, os pesquisadores montam um painel de conhecimentos sobre a espessura, profundidade e comportamento das camadas das rochas sedimentares que é o refúgio do petróleo e do gás. Esses conhecimentos levam à definição do melhor ponto para que possa haver a perfuração do solo, embora ainda não seja possível nesta fase afirmar com segurança se há petróleo no subsolo.

REFINO

O óleo cru extraído do poço não tem aplicação direta. A sua utilização ocorre por meio de seus derivados. Para que isso ocorra, o petróleo é fracionado em seus diversos componentes através do refino ou destilação fracionada.

Este processo aproveita os diferentes pontos de ebulição das substâncias que compõem o petróleo, separando-as e convertendo em produtos finais.

Os derivados mais conhecidos são: gás liquefeito (GLP) ou gás de cozinha, gasolinas, naftas, óleo diesel, querosenes de aviação e de iluminação, óleos combustíveis, asfaltos, lubrificantes, combustíveis marítimos, solventes, parafinas, coque de petróleo.

As parcelas de cada produto obtido no refino dependem de uma série de variáveis:

- Da qualidade do petróleo que está sendo processado e da estrutura da refinaria

- Sua complexidade, unidades e mercado em que atua.

TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO

O petróleo que é extraído dos poços, na terra ou no mar, é transportado através de oleodutos ou navios petroleiros até os terminais marítimos - um porto especial para carga e descarga.

Outra etapa do processo é levar esse petróleo dos terminais até as refinarias, onde será processado e dará origem a gasolina, diesel, gás, óleo combustível, lubrificantes, asfalto entre outros derivados.

A empresa subsidiária Petrobras Transporte S.A. (Transpetro) é a responsável pelo transporte e armazenagem do petróleo e seus derivados.

DISTRIBUIÇÃO

A empresa responsável por esta atividade é a subsidiária Petrobras Distribuidora, que mantém um rigoroso sistema de controle de qualidade:
O Programa "De Olho no Combustível".

A empresa conta com uma rede de mais de sete mil postos e é a única a estar presente em todo o território nacional.

Gás Natural

Um pouco sobre o Gás Natural:

É considerado o combustível fóssil de maior excelência por proporcionar uma queima limpa, isenta de agentes poluidores. Estas características favorecem uma maior durabilidade aos equipamentos que o utilizam e reduzem os impactos ambientais.

O produto pode ser encontrado dissolvido ou não no petróleo e por esse motivo o gás natural é dividido em duas categorias: associado e não-associado.

GÁS ASSOCIADO: é encontrado em reservatórios petrolíferos, dissolvido no óleo sob a forma de capa de gás.

GÁS NÃO-ASSOCIADO: é encontrado em reservatórios gaseíferos, sem estar em contato com quantidades significativas de óleo.


O Brasil consome gás natural nacional e importado da Bolívia. O suprimento deste gás no país é feito por diversas atividades que se interligam: exploração, produção, processamento, transporte, distribuição.

EXPLORAÇÃO

Feita de forma semelhante à exploração do petróleo.

Na década de 70,  passou a ser usado como combustível alternativo, substituindo derivados, numa tendência estimulada pelas crises internacionais que aumentaram muito os preços do óleo cru nos mercados mundiais.

PRODUÇÃO 

No caso de haver contaminação por compostos de enxofre, o gás é enviado para Unidades de Dessulfurização, onde essas substâncias são retiradas.

Após esses tratamentos, uma parte do gás é utilizada para recuperação do petróleo nos reservatórios e o restante segue para as unidades de processamento.

PROCESSAMENTO 

Nas unidades de processamento de Gás Natural, conhecida como UPGN, os componentes do gás natural são separados em produtos especificados e prontos para utilização.

Os produtos obtidos nesse processo são:

·         *Gás processado ou residual, formados pelo metano e etano;

·         *GLP (gás liquefeito do petróleo, o "gás de cozinha"), formado pelo propano e butano;

·         *Gasolina natural, formada pelo pentano, hexano e heptano.

TRANSPORTE 

O gás natural pode ser transportado nos estado gasoso, líquido ou comprimido.

No primeiro caso, o transporte normalmente é realizado por dutos, conhecidos como gasodutos.

Já no estado líquido, como o gás natural liquefeito (GNL), o produto pode ser conduzido por navios, barcaças e caminhões criogênicos (com temperatura de 160ºC negativos).

Em casos específicos, o produto pode ser transportado em cilindros de alta pressão, como o gás natural comprimido (GNC). Esse transporte é feito até o centro consumidor.

DISTRIBUIÇÃO

Última etapa do processo, isto é, quando o gás chega aos diferentes consumidores, atendendo especificações rigorosas. 


Em alguns casos, o gás natural é odorizado para ser detectado facilmente em casos de vazamento.

A Constituição Federal e a lei 9.478 estipulam que a distribuição de gás canalizado com fins comerciais junto a usuários finais é de exploração exclusiva dos Estados, de forma direta ou por concessões.


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